Blog de Roda da Vida


O QUE ACONTECE QUANDO SOMOS TRAÍDOS?

 

(*) Kátia Horpaczky

 

A traição é, com certeza, um dos maiores dramas sentimentais e talvez o que mais provoca dor no ser humano. Uma das coisas que mais fazem perder a cabeça em um relacionamento é o ciúme acompanhado do medo de ser traído. A traição é devastadora. Destrói o relacionamento e também a auto-estima do traído.

 Lidar com a situação de ter sido traído não é fácil. Além da dor, muitas vezes insuportável, a traição nos  obriga a tomar decisões que não estavam em nossos planos. Então como lidar com tudo isso?

 Homens e mulheres sentem a mesma dor ao serem traídos. O que muda é a forma como resolvem lidar com isso. Hoje, os homens começam a manifestar mais a dor e o sofrimento e buscam auxilio nessa situação. Já as mulheres, segundo a história da trajetória feminina de opressão e discriminação, se  fortaleceram quanto às dores e maus tratos o que pode possibilitar a recuperação da traição em um tempo menor do que os homens.

 Diante da constatação da traição, vale a pena, antes de tomar uma medida precipitada, de ter uma crise nervosa, conversar com o parceiro e esclarecer toda a situação. Se a traição aconteceu, é porque a relação não vai bem.

 Se você foi traído não deve sentir culpa nesse momento ou colocar-se como vítima. O mais importante agora é descobrir o que levou seu companheiro a agir dessa maneira. Escute o que o outro tem a dizer e faça uma avaliação da situação: vale a pena ou não levar esse relacionamento adiante? É preciso agir de forma mais sábia. Não é para se fazer de bom samaritano, aquele que tudo entende tudo compreende e aceitar que lhe façam de gato e sapato. Essa atitude também não ajuda em nada, muito pelo contrário, toda a raiva e mágoa represada acabam por prejudicar. 

Pela complexidade e polêmica que a infidelidade provoca, existem alguns mitos sem fundamento. Um deles é o de que a maioria das traições destrói os casamentos. De acordo com a pesquisa de Miriam Goldenberg, cerca de 30% dos traídos terminaram a relação. O resultado revela que uma maioria de homens e mulheres briga, chora, fala mal, faz escândalo, arruma as malas, vai embora, mas depois de passado esse momento, procura esquecer o que passou. O maior obstáculo nesses casos é conseguir ultrapassar o choque inicial.

Pesquisa feita nos EUA e no Brasil aponta que 70% dos casais vivenciaram ao menos um caso extraconjugal e 90% não se separaram. E 35% dos traídos terminam a relação, ou seja: mais da metade procura manter o casamento mesmo assim.

 

É possível perdoar uma traição dentro do relacionamento?

A traição rompe o trato com a confiança e enfraquece qualquer vínculo. Um relacionamento que sobrevive a uma traição muda de formato porque a relação não é mais a mesma e nem os parceiros são os mesmos.

Pra que serve o perdão? O perdão oferece a possibilidade de conseguir liberdade e alívio. Quando perdoamos e somos perdoados nossas vidas sempre se transformam. As doces promessas do perdão são mantidas. E começamos uma nova relação conosco e com o mundo. Perdoar só precisa de uma mudança na percepção, outra maneira de ver as pessoas e as circunstâncias que nos causam dor e sofrimento.

É muito difícil perdoar uma traição. Perdoar ou não depende de cada pessoa ou do tipo de relação que existe. Caso a decisão seja por perdoar e continuar a relação, não relembre o assunto a cada discussão. Usar a traição sempre como arma em outras discussões só trará estresse e desgaste para a relação. Perdoar é esquecer.

Se não houve esquecimento, não houve perdão. Então, o melhor a fazer é terminar o relacionamento.

Mas se você optou por perdoar, continuar em frente, muitas vezes a relação precisa passar por uma avaliação, uma repaginação, novos contratos terão de ser feitos, nesse caso se vocês acharem que não conseguirão isso sozinho, não hesitem, busquem auxilio profissional. Acompanhe o depoimento de quem já enfrentou a traição do companheiro.

“A dor da traição é muito grande. Os sentimentos de amor e ódio se misturam”.

“Quando amamos uma pessoa verdadeiramente, a traição é como uma facada no peito e nas costas. A dor é insuportável. E o pior de tudo, é que demora para passar e esquecer”

“Quando desconfiei que algo de errado estava acontecendo em minha relação (de 3 anos) tentei conversar, mas a pessoa que estava comigo, sempre mudava de assunto e dizia que não tinha nada a ver o que eu estava pensando. Até que comecei a prestar mais atenção nas coisas que fazia. Conversava com a outra pela internet, na sala de bate papo, dizia que iria sair para resolver problemas de trabalho, quando na realidade, ia ao motel com a outra, entre outras situações que acabei, infelizmente, presenciando”.

“Quando a bomba estourou, foi uma decepção muito grande em primeiro lugar, depois, senti que os meus sentimentos se misturavam; sentia que amava, mas sentia um ódio inexplicável, devido a tantas mentiras. Tive vontade de bater na cara, mas não tive coragem. O que mais me deixou inconformada, é que eu tentei sempre conversar e a pessoa nunca teve coragem de abrir o jogo e o que era pior, por uma amiga que costumava freqüentar a casa Tentei perdoar, mas a mágoa que ficou foi muito maior. Não consegui ficar mais junto a essa pessoa, pois, não confiava mais”.

“Não acredito que conseguiria ficar ao lado de uma pessoa que já me traiu. Por isso, das relações que tive, quase todas terminaram por traição, em nenhuma delas retornei a relação, pois, não acredito numa relação sadia depois de um ato como esse”.

“Eu acho que ninguém perdoa sem ter alguma muleta para se escorar. É difícil engolir que o cara que você gosta trepou com outra. Não estou julgando ninguém, mas acho que quem perdoa é porque tem interesses que se sobrepõem aos sentimentos”.

 

(*) Kátia Horpaczky

Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal.

Contatos: katia@rodadavida.com.br

www.rodadavida.com.br

 

 



Escrito por Roda da Vida às 17h41
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Vivendo no Piloto Automático

(*) Katia Horpaczky

Alguma vez você já sentiu como se estivesse vivendo no “Piloto Automático”?

Todo dia você faz as mesmas coisas da mesma maneira como sempre fez. Você vai pro trabalho porque tem que sustentar uma casa e uma família. Você faz um curso de especialização para se manter no mercado, e você acaba indo para as aulas pensando no diploma que vai pegar no final do ano. Você vai para um almoço de família porque tem que marcar presença enquanto está pensando no jogo de futebol mais tarde. Você conversa com alguém apenas porque não pode ser indelicado e sair andando.

Você faz as coisas, mas você não está presente.

 Seu pensamento está em outro lugar. Seu pensamento é no tempo que está passando, esperando aquilo acabar. Se lhe perguntam alguma coisa, sua resposta vai ser sempre a mesma, como está acostumado a fazer. Até que um dia, você percebe que está cansado de fazer aquilo, porque é sempre igual, nada muda. Sai ano, entra ano...

Assisti o  filme chamado Click, com Adam Sandler, eu comecei a me pensar sobre fazer tudo no Piloto Automático. É difícil controlar, mas às vezes vem um “Click” e eu desperto para o “Modo Manual”.

Isso é normal acontecer, porque o ser humano está acostumado a fazer as coisas como sempre fez. Mas isso não é nada bom porque agimos de forma sistemática, sem que tenhamos um momento para avaliar quais as opções de escolha que temos disponíveis e o que podemos fazer diferente.

Estamos tão acostumados a fazer as coisas sempre do mesmo jeito, que já não percebemos o que estamos fazendo, quais as causas e conseqüências das nossas atividades. Chegou a hora de despertar para as nossas necessidades. Vamos mudar nossos costumes, vamos parar pra pensar antes de iniciar uma atividade.

Transforme suas atividades diárias em atividades prazerosas. Pense quais as diversas formas de fazer a mesma coisa! Mude o caminho que faz até o trabalho. Passe por dentro de um parque. Deixe o carro em casa, e vá de bicicleta. Cultive a sua criatividade.

Não seja uma pessoa alienada. Não veja a vida como um dia após o outro. Escute o que as pessoas têm a dizer. Seja mais especial com elas. E principalmente, esteja presente em tudo que estiver fazendo. Desperte para a vida. Pense no seu futuro… Assuma as rédeas da sua vida!

(*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal, Especialista em Workshops Vivenciais e Jogos Organizacionais, Arte-Terapeuta, Practitioner em N.L.P. pelo Southern Institute of N.L.P. e pela Society of Neuro Linguistic Programming. Treinada com a metodologia de OUT DOOR TRAINING pela Dinsmore.

www.rodadavida.com.br
E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tel: (11) 5573-6979

 

 



Escrito por Roda da Vida às 16h26
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PAI MODERNO

 

(*) Katia Horpaczky

 

Na família contemporânea, ter pai e mãe continua a ser importante. O que mudou é a consciência de que esta não é a única maneira de constituir uma família. Hoje, o importante é que nas diversas configurações familiares possíveis, exista alguém que assegure a existência de um vínculo afetivo que dê conta das necessidades básicas para um desenvolvimento saudável da criança. Na psicologia, chamamos isso de função paterna e função materna, as quais, necessariamente, não precisam ser exercidas por um homem e uma mulher, unidos legalmente pelo matrimônio, como antigamente se acreditava, e muitos ainda acreditam ser o ideal.

 

Hoje em dia, a participação paterna na vida afetiva e educacional dos filhos é cada vez maior fato esse influenciado pela mudança dos papéis da mulher na sociedade (no trabalho, na família, na política, etc.) e pelo advento do divórcio.

Na sua opinião qual a importância do pai para o filho hoje? Acho que deveria ser a referencia mais adequada. São muitas informações que bombardeiam as crianças de hoje e se não existir esta referencia já viu... Ficam suscetíveis a valores, modos e costumes equivocados. M.V. pai do Mateus de 11 meses

 

A mulher abre espaço para a participação do homem na vida familiar, espaço antes considerado “feminino” e assim a mulher passou a ocupar funções que antes eram consideradas de exclusividade “masculina”. Desta forma, o pai ganha mais oportunidades para se aproximar do filho sem o “filtro” feminino e mais espaço para trazer para casa não apenas o sustento financeiro, mas também o sustento afetivo e educativo. Cada vez mais, o pai divide as tarefas domésticas e participa do cuidado dos filhos. Esse crescente envolvimento tem levado o homem a reivindicar uma atuação mais efetiva na vida do filho.


Uma vez ampliado o foco, percebe-se que é o vínculo afetivo que une, realmente, duas pessoas, que faz alguém sentir-se filho e outro alguém sentir-se pai. O envolvimento emocional é maior do que um envolvimento genético. É o elemento emocional, o sentimento de amor que gera, genuinamente, uma responsabilidade e comprometimento mútuo entre pai e filho.

 

A presença de alguém, na vida da criança, que exerça a função paterna, é fundamental para o desenvolvimento do senso de limites e normas.

Você acha que a figura paterna ainda está ligada à bronca? Acho que não. A maioria dos meus amigos que são pais hoje são verdadeiros "bananas"...

 M.V. Pai do Mateus de 11 meses

 

Um dos grandes problemas dos jovens da atualidade é justamente a falta de alguém que exerça essa função parental de forma mais efetiva. Por isso, observamos uma juventude com muita dificuldade de respeitar normas, regras, limites, de postergar seu prazer em detrimento do outro.

 

 

M.V. pai do Mateus de 11 meses.

 

1) O que é ser pai pra você? De certa forma é me perpetuar... É ser alguém melhor e ter a oportunidade de passar adiante meus valores.

2) Na sua opinião qual a importância do pai para o filho hoje? Acho que deveria ser a referencia mais adequada. São muitas informações que bombardeiam as crianças de hoje e se não existir esta referencia já viu... Ficam suscetíveis a valores, modos e costumes equivocados.

3) Você acha que a figura paterna ainda está ligada à bronca? Acho que não. A maioria dos meus amigos que são pais hoje são verdadeiros "bananas"...

4) Como você reagiu quando soube que ia ser pai? Fiquei muito muito feliz... Estado de graça!

Vc queria ser pai? Sim, sempre achei que seria pai e isso seria a apoteose do meu feliz casamento. Sempre acreditei que teria a minha família.

5) O que você pensou? Sentiu? Nossa... Explosão de sentimentos... Calor, frio, riso, choro... Muito bom!

6) Qual seu maior medo depois do nascimento do seu filho? Bem, são as maldades dos homens...

Sua preocupação? Violência, preconceito, discriminação.

No que a sua vida mudou, se mudou... Mudou pra melhor! Apesar da responsa ter aumentado muito, não pesa tanto assim. Chego em casa com muito mais vontade que antes... Adoro ficar com meu filho...

7) Se você pudesse deixar uma mensagem em uma cápsula pra seu filho que seja útil no futuro, qual seria? Que ele procure ser feliz e fazer as coisas que acredita sem pisar nos outros pra ser feliz e sempre fazer o bem que vale a pena! Que ele acredite em DEUS independente de religião. Que ele ame incondicionalmente.

 

 

(*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal,

E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tel: (11) 5573-6979

 

 



Escrito por Roda da Vida às 11h32
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A emoção e a autoestima infantil

Katia Horpaczky *


Onde tudo começa...

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada à sua capacidade para aprendizado e rendimento. A criança desenvolve muito cedo o autoconceito baseado na relação com os outros.

Os afetos são muito parecidos com o espelho. Quando demonstramos afetividade por alguém, essa pessoa torna-se nosso espelho e nós, o dela. Refletindo um no sentimento do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor -sentimento da essência humana.

Os pais atuam como espelhos que devolvem determinadas imagens ao filho. É através dessa interação afetiva que desenvolvemos todos os nossos sentimentos de forma positiva ou negativa. E, assim, a criança começa a construir sua autoimagem.

Quando os pais sempre opinam a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, sempre taxam-os de inúteis e incapazes ou usam de zombarias e ironias, irão formar na criança uma imagem pequena de seu valor. E, se com os amigos, na rua e na escola as mesmas relações se repetirem, teremos um adulto com possível problema de baixa autoestima e dificuldades para se autoavaliar.

Quando a criança começa a perceber que tem êxito no que faz e se sente encorajada pelos pais, passa a confiar em suas capacidades e em seus recursos internos. Quanto mais ela acreditar que PODE FAZER, mais conseguirá, mais irá ousar e aprender a enfrentar e superar seus medos.

É importante ensinar ao filho que ele pode fazer algumas atividades muito bem, mas que pode ter problemas com outras e que nem sempre tudo dará certo. Nem sempre conseguirá tudo o que quer. A postura dos próprios pais pode servir de ótimo exemplo. Se eles admitirem seus erros ou fracassos, a criança aprenderá, logo, que os pais não são perfeitos. Como? Que tal um "desculpa” ou “não devia ter gritado”.

Como desenvolver a autoestima na criança?

Para auxiliar a criança a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando ela procurar fazer alguma coisa. Dessa maneira, ela perceberá que tem direito de se sentir importante, de aprender, de conseguir e que sua família a ama, apoia e respeita.

Um aspecto muito importante está em adequar as tarefas que cabem a cada idade, permitindo à criança a chance de tentar. Colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, etc.

Solicite a ajuda da criança, compartilhe pequenos afazeres e elogie sempre que ela acertar. Ensine tanto quanto for necessário, com muita paciência e tolerância.

Lembre-se de estabelecer metas realistas e adequadas à idade de seu filho. Permita que ele se desenvolva sem superprotegê-lo ou pressioná-lo e, muito menos, compará-lo a outras crianças -o erro mais frequente contra os filhos. Desta forma, a criança terá a oportunidade de formar um conceito positivo de si mesma.

Incentive-a quando ela sentir que não tem condições de realizar algo ou mesmo estiver com medo de fracassar. Talvez ela só precise ouvir de você: "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

Com uma autoestima rebaixada a criança enfrentará, de forma despreparada, seus aspectos mais desfavoráveis e eventuais manifestações externas.

A criança com autoestima adequada terá mais facilidade em fazer amigos, ter senso de humor, participar de atividades em grupos e uma maior socialização. Também saberá lidar melhor com os erros, ao mesmo tempo que tenderá a ser mais feliz, confiante, alegre e afetiva.

Os pais devem demonstrar coerência entre o que sentem e fazem com o que ensinam ao filho. Exemplo, este é o segredo para um bom começo de vida.

 

 

Kátia Horpaczky

Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal

Contatos: katia@rodadavida.com.br 



Escrito por Roda da Vida às 10h40
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PAI GAY

 (*) Kátia Horpaczky

 Podemos começar com a compreensão de que o homem é um ser construído histórico e, socialmente, é importante salientar que a atual crise masculina é resultado de várias transformações históricas.  Ao observarmos a sexualidade humana, principalmente a masculina, percebemos que a masculinidade é concebida a partir da capacidade produtiva, pela qual o homem responde como provedor material e financeiro.

 Entre várias formas de demonstração de poder, destacamos a conquista do status social conquistado pela profissão que o homem desempenha e pela condição financeira que alcança. Outro fator é a constituição de uma família que, apesar de não ser mais tão caracterizada pelo tradicional “pai e mãe unidos pelos laços do matrimônio até que a morte os separe”, ainda se forma pela presença de um pai provedor financeiramente.

 O homem sofre forte cobrança. Existe a expectativa de que ele jamais fuja às normas e regras ditadas pela sociedade. Essa pressão leva muitos homens a camuflarem sua verdadeira orientação sexual. Eles sufocam e reprimem até que fique esquecido seu verdadeiro desejo.

 Um aspecto muito importante para o fortalecimento da identidade masculina está a posição heterossexual, onde segundo Badinter o padrão de “normalidade” estabelece que "a identidade masculina está associada ao fato de possuir, tomar, penetrar, dominar e se afirmar, se necessário pela força" (Badinter, 1993). A homossexualidade, entendida enquanto dominação do homem pelo próprio homem, se constitui em um modelo fora do padrão.

 Um novo modelo

 Nesse cenário de conflito masculino e conquistas femininas, muitas instituições estão sendo transformadas, principalmente a família. Ao desviar do modelo tradicional ela assume um modelo chamado moderno em que "a família hierárquica com papéis bem definidos quanto a gênero e geração" é substituída.

 O novo modelo oferece "uma família igualitária, onde os papéis e atribuições de gênero e geração estariam com seus contornos cada vez mais diluídos" (Vaitsman, 1994). É nesse mesmo momento que se percebe o aumento do número de pais separados e mães solteiras e a presença de casais homossexuais que, ao desenvolverem suas atividades profissionais, assumem a responsabilidade de criar filhos fora do padrão tradicional.

 A família gay é um modelo que atualmente ganha maior visibilidade. O espaço aberto pelas novas formas de constituição familiar, as várias opções de produção independente, bem como a alternativa de adoção por parte de pessoas solteiras possibilita que homens e mulheres homossexuais assumam a maternidade e a paternidade conforme seus ideais.

 Essa “nova família” acentuou a polêmica sobre os princípios morais que serão usados para educar uma criança dentro dessa relação. Como ela irá compreender sua família constituída por dois homens ou duas mulheres, quando a tradicional é representada por um homem e uma mulher? As respostas estão surgindo a partir de experiências bem sucedidas. Casais gays educam suas crianças e proporcionam a elas um ambiente tão saudável, ou melhor, do que os oferecidos por vários casais heterossexuais.

 Homossexuais e os filhos

 Quanto aos aspectos teóricos que fundamentam esta problemática, observam-se discussões, como por exemplo, a do psicanalista Acyr Maia, autor do livro Psicologia e Homossexualidade. Nele, o autor afirma que nada impede que casais homossexuais eduquem com sucesso uma criança, pois "de acordo com a psicanálise, a função materna e paterna são exercidas pela linguagem. (...) Mas qualquer pessoa, independente do sexo biológico pode suprir essa carência" (Maia apud Mazzaro, 1998).

 Entretanto, o maior problema a ser enfrentado por essas crianças constitui-se na agressão social. Essas crianças farão parte de um modelo familiar que foge ao padrão de 'normalidade' e poderão servir de alvo para piadas e brincadeiras desagradáveis por parte daqueles que se consideram “normais”.

 As uniões heterossexuais que evoluem para a paternidade são exemplos clássicos. Elas cumprem duas regras da masculinidade. O homem atinge um patamar em que seu potencial viril não poderá ser questionado. Caso seja questionado, ele apresenta provas concretas de sua eficiência masculina: a mulher e o filho, fruto dessa relação.

 Ao assumir uma maneira de ser e de viver diferente da que realmente deseja, esse homem passa a viver esse desejo na clandestinidade. Ele irá satisfazer suas fantasias e desejos sexuais carregados por um complexo de culpa e traição, envoltos em um mundo de mistério que jamais deve ser revelado a sociedade machista. Essa revelação acarretaria na segregação e os filhos teriam de enfrentar a realidade de que "papai é gay".

 Viver fora deste padrão exigido pela sociedade é uma decisão muito difícil. É uma opção que vai exigir muita determinação e coragem já que toda “quebra” traz como conseqüência punições que vêm sob a forma de preconceito, segregação e da marginalidade de todas as pessoas que assim ousam viver suas vidas.

 Assumir a homossexualidade nesse universo machista e conservador é percorrer um caminho de muitas pedras e barreiras. Obstáculos que só serão superados a partir de muitas lutas, posicionamentos e reivindicações pela busca de uma cidadania plena em que a orientação sexual não seja motivo de segregação dentro do processo da dinâmica familiar e social.

 Conheça a opinião de um pai homossexual e sua filha biológica. Nesse caso, não houve conflitos. Os nomes foram omitidos para preservar a identidade dos envolvidos.

 

Pai:

 

1)     Quando você casou já estava clara sua orientação sexual? Por que casou? Comente um pouco sobre isso.


Não tinha a menor idéia. Sempre fui absolutamente heterossexual, sem nenhum
interesse por homens. Acho que aconteceu em um momento de solidão. Hoje continuo a me relacionar com mulheres ou com homens sem nenhum problema. Não acredito muito em "rótulos”;  acho que amor e sexo acontecem baseados  na
química, cheiro e toque, a que chamamos de tesão. Sei lá, tentei entender,
quando aconteceu, mas desisti ao verificar que sou feliz como eu sou....

2)     Houve um fator decisivo que fez com que você revelasse ao (s) seu (s)
filho(s) sua homossexualidade?


A decisão de morar com um homem e não querer que meus filhos soubessem disso como uma "fofoca" de pessoas alheias ao meio familiar fez com que eu contasse a eles.


3) Em algum momento teve receio de que eles poderiam não entendê-lo?


Interessante é que esta idéia nunca me cruzou a cabeça; sempre tivemos uma
relação aberta, pelo menos é o que penso, e achei que eles me aceitavam pelo
o que eu era para eles e não pela minha eventual opção sexual....

4) Como é sua relação hoje com seu (s) filho (s)? O que mudou? E com sua
ex-esposa?


Do meu ponto de vista,  a relação é franca, carinhosa, amigável e, acima de tudo, aberta, sem segredos. Minha ex-esposa, aparentemente, não ficou perturbada. Foi interessante o comentário dela sobre isso. Ela disse:
"prefiro que seja com um homem do que com outra mulher"....

5) O que você gostaria de dizer para pais homossexuais que ainda não se
"assumiram" e ainda não contaram para os filhos?


Claro que existem graus de situações baseados nas idades dos filhos e na
relação com as mães. Eu tive a sorte de ter filhos já crescidos e uma relação saudável com a mãe deles, mas criem coragem. Se os filhos respeitam e amam os pais, seguramente, saberão entender o que acontece. Ninguém consegue ser feliz numa vida dupla e "camuflada".

7) O que você diria para filhos de pais gays?


Amem e respeitem seu pais da mesma maneira que são amados e respeitados por
eles. A vida é feita de equilíbrio e reciprocidade.

Filha:

 

1)     Quando e como o seu pai contou que era gay?

Eu e meus irmãos já havíamos desconfiado, porém nunca comentamos nada.  Meu pai morava em Bali e resolveu voltar para o Brasil. Ele e o namorado resolveram morar juntos e para formalizar a união fizeram um almoço para a família (pais, filhos, ex-mulher), isso foi em 2001.

2) Sua relação com ele mudou, se mudou, em que mudou?

Mudou e muito!!! Para melhor com certeza. Ficamos mais amigos e com mais liberdade de conversar sobre qualquer assunto, inclusive sobre o relacionamento dele.

3) Você conta para as pessoas, amigos, relacionamentos sobre o seu pai? Como conta?

A maioria dos meus amigos, que são realmente do meu convívio diário, sabem sobre o meu pai. Não costumo comentar à toa com as pessoas, mas se surge um assunto referente a gays acabo comentando Para mim isso é totalmente normal!!!

4) O que você sente com relação a esse assunto?

Para mim é absolutamente normal. Meus pais são separados há 30 anos. Eu tinha três meses quando se separaram. Cresci sem a presença dele. Se eles tivessem se separado por causa disso, talvez eu pudesse ter algum receio, mas como tudo isso aconteceu muito tempo depois, realmente não me afetou em nada.

5) O que você diria para os “pais gays”?

Que cada um escolhe a sua maneira de ser feliz...compartilhe da sua felicidade com as pessoas que você ama..

6) O que você diria para filhos de pais gays?

Não importa a opção sexual de seu pai; ele vai sempre continuar sendo seu pai e te amando e querendo sempre o melhor para você. A opção sexual não interfere em nada!!!

 

(*) Kátia Horpaczky

 

Psicóloga clinica
CRP 06-41.454-3
Tel: 11 5573-6979
Kátia@rodadavida.com.br



Escrito por Roda da Vida às 12h02
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Depressão pós-Férias!

(*) Katia Horpaczky

As férias acabaram e você retornou ao trabalho sentindo desânimo, cansaço profundo, alterações de apetite (para mais ou para menos) e até taquicardia? Voltar ao batente depois das férias é como trabalhar na segunda-feira: não dá a menor vontade. Aliás, é até meio difícil comparar porque costuma ser pior. Fica parecendo que os primeiros dias são uma sucessão de segundas-feiras -- como naquele filme O Feitiço do Tempo em que o jornalista Phil, personagem interpretado pelo ator americano Bill Murray, acorda todas as manhãs no mesmo dia da semana e passa incrédulo, exatamente pelas mesmas coisas que vivenciou antes. Cuidado, você pode estar sofrendo de depressão pós-férias. A síndrome, mais uma surgiu com os maus hábitos dos tempos atuais, dura pouco tempo, mas pode fazer com que você perca todos os benefícios conquistados com a merecida pausa ou que volte ainda mais cansado e estressado que antes.

Este tipo de depressão foi diagnosticada por pesquisadores espanhóis da Universidade de Valencia em agosto do ano passado. Ela é encontrada mais facilmente em jovens, mulheres e crianças, neste último caso surge após grandes pausas nos estudos. Segundo a pesquisa não se trata de uma depressão "clássica", já que não necessita de tratamento e ocorre por cerca de uma semana.

Não tem jeito à  falta de ânimo para retomar a rotina acomete todo mundo, em maior ou menor grau. O processo, na verdade, é fisiológico e leva o nome de abulia ou abulomania. Essa apatia costuma incomodar em diversas situações.  Esse estado aparece depois que se passou por um grande estresse para obter algum tipo de prazer. Ocorrem mudanças na química cerebral que levam a essa depressão do humor.


Amargo regresso

Quanto mais estresse antes, pior é a volta das férias. Tentar deixar tudo pronto é como achar que é possível retomar as coisas exatamente no mesmo ponto em que elas estavam antes das férias. Uma semana depois do retorno, 72% dos profissionais relatam estar tão estressados quanto antes de tirar férias.

Com o tempo, as coisas tendem a entrar nos eixos. Tanto que a readaptação à rotina não costuma levar mais que duas semanas. Se a letargia durar mais que isso, é bom ficar atento.


Para muitas pessoas, passar 11 meses no batente para sair 30 dias de férias costuma ter, ainda, outra desvantagem. Geralmente, os primeiros dez dias funcionam como descompressão. Do décimo até o 20o, 25o dia, a pessoa relaxa. Os últimos dias são consumidos com o estresse da volta. A pessoa começa a se angustiar com o que terá para fazer quando voltar. No final das contas, foram somente dez dias de relaxamento,

Mais um bom motivo para dar um tempo do trabalho em doses homeopáticas. Assim, você não fica como Bill Murray: assistindo sempre ao mesmo filme toda vez que voltar de férias. 

 

Sabia que…
l Os sintomas da síndrome pós-férias apenas se prolongam por duas semanas. Se persistirem para além deste período procure um medico, um psicólogo,
l Os jovens são um dos grupos mais propensos a sofrer da síndrome pós-férias, pois, como estão em início de carreira, aplicam-se mais no trabalho e tendem a levar os problemas para casa.
As mulheres também são mais afetadas do que os homens, porque o regresso de férias implica o assumir não só o trabalho, como as tarefas domésticas.
l O grau da depressão pós-férias vai depender muito da infra-estrutura emocional do indivíduo; quanto mais forte, mais fácil será a readaptação.
l As pessoas com hábitos de vida saudáveis têm menor tendência a sofrer com a síndrome.
l As pessoas que lidam com um ambiente de trabalho mais propenso ao stress tendem a sofrer mais com a síndrome, assim como aqueles que estão insatisfeitos com o seu emprego.

 

Truques infalíveis
1. Comece de imediato a planejar as próximas férias (o nosso favorito!)
2. Nos primeiros dias de trabalho prolongue as férias mentalmente. De duas em duas horas procure um lugar para ficar sozinho, feche os olhos e imagine o lugar mais maravilhoso onde esteve. Inspire e expire três vezes, enquanto relaxa os ombros e o pescoço.
3. Prolongue a sensação de férias. Se, por exemplo, passou as férias em Itália, jante durante alguns dias pasta, pizza e outras iguarias com que se deliciou nesse país. Muitos dos fanáticos do campismo e afins, por exemplo, confessam recusar o conforto das suas camas e dormir no chão durante uns dias…
4. Não deixe que os horários apertados o conduzam a uma alimentação baseada em produtos processados com excesso de sal e açúcar. Estes ingredientes, a par dos corantes e conservantes, só contribuem para que se sinta mal, tanto física como psicologicamente. Ingira, antes, alimentos que estimulam a produção de serotonina no cérebro, o chamado hormônio da felicidade: bananas, laranjas, cereais integrais, peixes gordos e frutos do mar, chocolate amargo e legumes.
5. Caso ainda não o tenha feito, inscreva-se na academia  mais próxima. Não necessita aderir a qualquer atividade radical. Mesmo a classe de ioga ou ginástica corretiva mais ligeira podem fazer milagres; o exercício estimula a produção de endorfina, outra dos hormônios produzidos no cérebro que conduzem à sensação de bem-estar. Caminhar 30 minutos ou nadar todos os dias é outra opção.
6. Por fim, e se nada disto resultar, sinta-se um privilegiado por ter um emprego e férias pagas, quando na Europa a taxa de desemprego já ascende aos 8%.

 

Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal, Especialista em Workshops Vivenciais e Jogos Organizacionais.
E-mail: katia@rodadavida.com.br / www.rodadavida.com.br

 

Tel: (11) 5573-6979



Escrito por Roda da Vida às 10h30
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Sabia que mau-humor tem cura?

 

(*) Katia  Horpaczky

 

Quem nunca teve um dia ruim, que levantou com o pé esquerdo, aqueles dias que a gente fala que nem deveria ter saído da cama? Ou ficou mau-humorado no trânsito caótico, da cara fechada do chefe, ou até mesmo com a conta bancária?

Situações como essas são comuns no nosso dia-a-dia e não deveriam criar grandes preocupações, pois geralmente passam e são resolvidas de uma maneira mais rápida, como um acontecimento corriqueiro, e depois de um cafezinho, de dar uma volta, uma respirada a cabeça “esfria”.

O mau-humor passa a ser um problema quando se torna constante, quando compromete, de uma forma significativa o modo de vida das pessoas. Nesse caso, o estado alterado de humor caracteriza uma doença pouco conhecida e pouco divulgada, conhecida como “distimia”. Trata-se de uma depressão crônica, com sintomas de intensidade leve a moderada, que pode ter início na infância, adolescência ou na fase adulta. De acordo com estudos, a doença é causada pela associação de fatores biológicos, ambientais e emocionais.

Muitas situações predispõem ao surgimento da distimia, como, por exemplo, um estilo de vida solitário, viver em ambientes austeros e de alta competitividade, a falta de diálogo, problemas de relacionamentos, crises em casa ou no trabalho, descontentamento e frustrações e também a exigência constante de perfeição.

Como o mau-humor não é levado a sério, poucas pessoas procuram ajuda especializada. A resistência pode ter origem no desconhecimento e na falta de informação de que é um problema e que tem tratamento.

Descobrir o porquê do desequilíbrio entre o bom e o mau-humor, da agressividade e instabilidade freqüentes é o melhor caminho para resolver e ter uma melhor qualidade de vida.

 

Perfil do mau-humorado

 

  • humor deprimido durante grande parte do dia
  • aumento ou a diminuição do apetite
  • insônia o excesso de sono
  • auto-estima baixa
  • indecisão
  • pessimismo
  • irritabilidade freqüente
  • falta de esperança
  • diminuição da produtividade e do desempenho
  • sentimentos de não aceitação de si-mesmo e do outro, acompanhados por sentimentos de culpa.

 

Algumas sugestões de relaxamentos que podem ajudar a atenuar e até mesmo espantar o mau-humor:

 

  • um banho quente no final do dia
  • um escalda-pés, com massagem nos pés
  • tomar sol, captando assim a energia solar, mas sempre no horário da manhã
  • praticar algum tipo de meditação como yoga, ou tai chi chuan que ajudam a equilibrar a energia
  • praticar um esporte, principalmente os de grupo, ativando assim a sociabilidade.

 

E, principalmente, fazer uma auto-avaliação e pedir ajuda especializada, de um psicólogo, se achar necessário.

  (*) Katia  Horpaczky

Psicóloga clinica

CRP 06-41.454-3

Tel: 11 5573-6979

katia@rodadavida.com.br

 

 

 

 



Escrito por Roda da Vida às 11h22
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Da cama para o divã: como a terapia sexual pode ajudar casais em crise

 

O foco da terapia é a harmonia do casal e a função individual do órgão sexual

Dificuldade para chegar ao orgasmo, falta de desejo ou perda da libido, carência sexual relacional, distúrbios da menopausa e vaginismo (dor durante a penetração) são as principais queixas das mulheres. Eles, por sua vez, reclamam de ejaculação rápida ou precoce, diminuição da libido e dificuldade de manter a ereção. Se você se identificou com alguma dessas complicações, pode respirar com certo alívio. Afinal, hoje em dia, ter problemas sexuais não é um bicho-de-sete-cabeças, como também buscar ajuda profissional e fazer terapia sexual deixou de ser tabu.

Com divulgação e discussão dos problemas sexuais, a atenção das pessoas tem resultado em mais compreensão desses problemas, assim queixas que antes eram secundárias passaram a ser as principais. “Um exemplo é o aumento de pacientes do sexo masculino reconhecendo a diminuição e falta de desejo sexual nos relacionamentos. Antes, há 15, 20 anos, esses homens consideravam que o pênis era o foco e a dificuldade erétil era o problema, sem olhar o desejo sexual que antecipa a função de excitação e todo o processo seguinte. Atualmente os homens têm ponderado a falta de motivação e já separam o desejo da excitação”, conta o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex). Ele comenta que as mulheres também têm atentado mais para a diminuição do desejo sexual, quando há 40 anos focavam a falta de orgasmo como queixa maior.

O estresse e o dia a dia corrido interferem – e muito – na nossa vida sexual. “Hoje em dia vivemos em uma corda bamba, sempre competindo. Já acordamos atrasados, dormimos mal, não relaxamos nem nos fins de semana, estamos sempre desconfiados e buscando algo, esquecemos de nos dar prazer e cuidar de nós mesmos. Temos uma agenda cheia de compromissos sem nenhum lugar disponível nela para nós”, pondera a sexóloga Valéria Walfrido, do Recife.

Quando a correria do cotidiano começa a destruir a sexualidade, é hora de buscar a terapia sexual. Mas de que se trata? “É uma terapia focal e objetiva em que o principal está na harmonia do casal e na função individual do órgão sexual. O olhar do terapeuta sexual visa proporcionar às pessoas uma melhora de sua sexualidade com os aspectos biopsicossociais, ou seja, físicos, emocionais e sociais”, explica o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Junior, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH).

A psicoterapia focalizada na sexualidade utiliza muitos dos mecanismos das psicoterapias para outras queixas emocionais, mas precisa do apoio do conhecimento sobre o funcionamento sexual, fisiológico e alta consideração sobre os estímulos ambientais sobre este funcionamento. “Outro fator importante, e não propalado, é de que o terapeuta precisa ter as condições de não fazer julgamentos morais sobre esta área da vida privativa, a sexualidade. É uma área muito sensível e que facilmente produz julgamentos morais. O treinamento de atendimentos sob supervisão é um caminho para que não existam interferências involuntárias da moral do psicoterapeuta sobre os pacientes”, acredita o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr.

No consultório, os especialistas observam que a falta de sintonia sexual entre um casal é um problema comum. Ela é sinônimo de instabilidade emocional ou falta de maturidade de um dos pares. Vale lembrar que o casal não está ligado não só por sexo, mas também por objetivos e afetividade. “O problema acontece, especialmente, depois de passada a fase da paixão. Os hormônios que atiçam a libido no início da relação causam furor, um desejo absurdo de estar sempre junto fazendo amor, coladinho um no outro. Com o decorrer do tempo, tais hormônios tendem a estabilizar-se, arrefecendo a paixão, e as diferenças começam a sobressair, ou seja, começamos a enxergar o outro como ele realmente é e vice-versa”, explica Valéria Walfrido.

Em muitos casos, o problema sexual é resultado de problemas no relacionamento. Exemplos: mulheres castradoras que desestimulam o parceiro, homens com ejaculação precoce que impedem a parceira de gozar, bebidas, drogas e trabalho excessivo. Casais que têm problemas ao tentar solucionar dilemas do cotidiano, gerando emoções negativas (raiva, ansiedade, medo), correm o risco de ir para a cama com este ranço. “São emoções prejudiciais ao funcionamento fisiológico do sexo, que geram dificuldades com o desempenho sexual. Na mesma linha, a comunicação do casal precisa ser efetiva, ou seja, chegar a resultados, pois não adianta falar e falar e o casal não usar na prática o que conversou”, salienta Oswaldo. “A comunicação também deve ser afetiva, produzir envolvimento emocional de ambas as partes, mostrar a diferença de conversar entre si e com outras pessoas”, completa.

Tudo isso é detectado e pode ser resolvido ou administrado a partir da terapia sexual. Saiba mais sobre como ela funciona:

Sessões
As sessões acontecem a sós e com o (a) parceiro (a). “É importante conversar com os dois juntos e observar se ocorre alguma alteração comportamental ou algum constrangimento”, diz Amaury. Quem não está vivenciando nenhum tipo de relacionamento também pode se beneficiar desse tipo de terapia para conhecer e vivenciar sua sexualidade de maneira mais plena. As sessões têm o tempo de duração comum às terapias convencionais: de 45 minutos a uma hora. A vida pessoal e sexual de cada um é esmiuçada, já que a origem de muitos problemas pode ter a ver com a educação recebida dos pais, a religião e as primeiras experiências.

Técnicas
Algumas pessoas acham que o terapeuta sexual ensina, no consultório, técnicas mirabolantes para conseguir orgasmos múltiplos, por exemplo. Essa suspeita tem seu fundo de verdade. “Trabalhamos com técnicas diversas que variam de caso a caso”, afirma Valéria Walfrido. “Demonstram-se movimentações com materiais para tratar ejaculação rápida, retrógrada ou retardada; métodos para lidar com a dificuldade de ereção; exercícios para o vaginismo e anorgasmia. Também damos sugestões para lidar com a libido e dicas de pomporarismo.”

Lição de casa
O trabalho feito em consultório tem continuação em casa. Os pacientes são aconselhados a tocar-se e a conhecer-se intimamente, mirando-se no espelho, e a explorar sua genitália, observando orifícios uretral, vaginal, anal, períneo, vulva, pênis, saco escrotal. Os homens, principalmente, exercitam o autocontrole através da masturbação, praticando exercícios pélvicos masculinos (EPM) ensinados pelos médicos.

Medicamentos
“A terapia sexual pode envolver medicamentos que devem ser prescritos, de preferência, por um psiquiatra, urologista ou ginecologista com aprofundamento ou formação na área de sexualidade humana, pois determinados remédios interferem ferozmente na libido, alterando-a. Daí a importância de um trabalho em parceria”, avisa Valéria Walfrido.

Alta
Não existe uma regra fixa, pois algumas pessoas chegam ao consultório com problemas mais complexos do que as outras. Em geral, os pacientes recebem alta após dez sessões, mas alguns tratamentos podem durar anos. As queixas envolvendo o desejo sexual são mais demoradas de serem resolvidas, enquanto as queixas de ereção ou de vaginismo podem ser muito mais rápidas em suas soluções. “Podemos ter tratamentos de seis meses para casais com vaginismo ou disfunção erétil e de dois ou três anos para queixas relacionadas a desejo sexual”, avisa Oswaldo Rodrigues, que destaca ainda que problemas de comportamento sexual compulsivo costumam estender o tempo de terapia, principalmente devido à procura de solução quando problemas secundários passam a ocorrer: disputas de casal, separação, perda de emprego.


Resultados
Há casais que se separam após a terapia. “Isso acontece quando o relacionamento está muito destruído ou as traições são frequentes e o nível de autoestima é muito baixo. O rompimento pode ser a melhor solução, pois permite ao sofredor se recuperar para uma nova vida”, admite o sexólogo Amaury Mendes Junior. Isso, porém, é exceção. O comum é que as pessoas passem a desfrutar de maior intimidade na cama e a conversar sobre sexo de maneira mais natural e clara.



Escrito por Roda da Vida às 11h32
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VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

 “Perdemos muito por medo de tentar”

J.N. Maffitt

 Aprender a reconhecer seus temores e a dimensão desses medos é o primeiro passo para  que você possa lidar com eles de maneira prática, objetiva e, principalmente, construtiva.

 Qual é a coisa de que tem mais medo na vida? De ser despedido? De levar um tiro? Ou de falar em público? Muitas sondagens e entrevistas comprovam que este último é o maior receio das pessoas.

 Antes de mais nada, vamos esclarecer que o medo é essencial à preservação da vida e, por isso mesmo, é uma das emoções mais presentes no ser humano. Trata-se de um recurso que a natureza nos deu para podermos reconhecer as situações de perigo e, diante delas, tomarmos a decisão de permanecer ou fugir. Se um homem pudesse extinguir completamente o medo dentro de si, ele provavelmente morreria em pouco tempo. Assim, eliminá-lo não seria um ato de coragem, mas algo totalmente inumano, contrário à vida.

Observe que quando alguém subestima o medo, pode colocar sua vida em risco; ao contrário, quando o superestima, deixa de viver aos afastar quase todas as suas possibilidades. Nos dois casos, a pessoa está preterindo o que tem de mais precioso: a própria vida.

Sua origem está na percepção de que a vida não é eterna, tem um limite, o que nos demonstra que o medo básico de qualquer ser humano é justamente o de perder a própria vida. Mesmo quem acredite em reencarnação ou eternidade tem consciência de que a vida que começou, um dia terá um fim. Há ainda a questão do desconhecido, afinal o que vem depois do fim? Ou não vem nada? E o que dizer do aspecto do sofrimento, afinal o medo não é de, simplesmente, deixar de viver, mas também em que circunstâncias isso acontecerá. Apesar desse “medo do fim”, podemos entender a vida como algo muito maior que essa oportunidade finita, mais abrangente do que o fato de que esse período acaba.

O medo tem uma dimensão muito ampla. Quando analisamos as etapas primitivas do homem, constatamos que os perigos eram muito evidentes, objetivos naquela época, afinal havia o inimigo animal, o próprio inimigo homem, a natureza. Diante dessas ameaças, o ser humano reagia, enfrentando o perigo ou fugindo. O medo cessava, à medida que o perigo terminava. Com a complexidade da vida, os medos cresceram e hoje eles não são mais apenas objetivos, ou seja, atualmente não tememos apenas algo que esteja a nossa frente. Na verdade, passamos a guardar e acumular dentro de nós histórias de medo que, muitas vezes, já não é mais real, objetivo. Pois bem, mas se o medo não é objetivo, ele é subjetivo.

 Como identificar sua origem?

“Todo veneno contém em si mesmo o antídoto”

 "A solução está dentro do problema"

Krishnamurti

 É possível começar avaliando se a dimensão do perigo é real ou se seu tamanho foi criado dentro da pessoa, subjetivamente. O que determina isso são suas vivências, sua história, a forma como interpreta os eventos acontecidos, seus sonhos concretizados e os não-realizados, o quanto é ou não aceita, as possibilidades que existem para ela, entre tantos outros elementos.

Quando esse medo subjetivo deixa de assim ser, torna-se ansiedade, que nada mais é do que o “medo colocado no futuro”. Vale destacar que esta emoção é muito destrutiva em nossa vida.

 O lado positivo do medo

 O medo por si só não constitui um problema, pois pode indicar que temos de nos preparar melhor para fazermos algo ou, ainda, sinalizar que devemos buscar outra alternativa.  Note que o medo é uma força, tem energia, e nós podemos usá-la como impulso para conquistar algo que queiramos. Usando uma estratégia adequada, é possível se basear numa tática de luta: se aproveitar da energia do adversário. Por isso, canalize a energia do medo!

 "Coragem e coração têm a mesma raiz etimológica. Simbolicamente, o coração é a sede das emoções, e a coragem é quando você se apossa delas, deixando de ser refém de suas próprias emoções. Portanto, ser corajoso é tomar posse do seu coração.”    

     
Um trabalho de autoconhecimento ajuda a combater o medo. Através dele, é possível identificar, por exemplo, o quanto este está presente em seu dia-a-dia, qual a sua compreensão de vida, quanto você adia os sonhos e metas, o quanto você se prende ao passado e  angustia-se com o futuro… O autoconhecimento implica em buscar compreender os eventos da vida que o fazem pensar, sentir e agir de determinadas maneiras.  Desta forma, trata-se de um recurso para harmonizar pensamentos, sentimentos e ações. Lembre-se que quem está conectado ao “agora”, torna-se mais presente ao diminuir seu medo e sua ansiedade, ao dar um sentido à vida e, finalmente, ao viver melhor. Não é isso o que todos nós queremos?

“Pensar, mas não agir é o que gera o medo”

Isaac Newton

 

Katia Cristina Horpaczky

Psicóloga Clinica, psicoterapueta sexual, família e casal

katia@rodadavida.com.br

Tel: 11-5573-6979

 

 



Escrito por Roda da Vida às 12h13
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PERDOAR... PARA QUE?

 

Pra que serve o perdão?

O perdão oferece a possibilidade de conseguir liberdade e alívio.

Quando perdoamos e somos perdoados, nossas vidas sempre se transformam. As doces promessas do perdão são mantidas. E começamos uma nova relação conosco e com o mundo.

Vamos fazer um exercicio: Pare alguns minutos e preste atenção nas emoções que a sugestão de perdoar alguém desperta em você. Permita agora que venha à sua mente uma pessoa que você acha que te fez sofrer. O que você acha de perdoar essa pessoa? O que significa para você perdoá-la? O que você teria que fazer para perdoá-la?

 

O que é o Perdão?

§        Perdão é para você e não para o autor da afronta.

§        Perdão é recuperar seu poder.

§        Perdão é assumir a responsabilidade por como você se sente.

§        Perdão pode melhorar sua saúde física e mental.

§        Perdão é uma escolha.

Perdoar não significa que você deva mudar o seu comportamento. Se eu perdôo um amigo de quem estou afastada, não preciso voltar a ligar para ele – a não ser que eu realmente queira.

Para perdoar não é preciso que você comunique verbalmente que a pessoa está perdoada. Talvez as pessoas com quem você esteja mais zangado sejam aquelas que você não pode contatar.

Perdoar só precisa de uma mudança na percepção, outra maneira de ver as pessoas e as circunstâncias que nos causam dor e sofrimento.

 

Perdoar é uma decisão de ver além dos limites da nossa personalidade, é ver além dos medos, neuroses e erros.

Perdoar é um modo de vida que vai nos transformando aos poucos de vítimas indefesas em poderosos e co-criadores da nossa realidade.

 

O que o Perdão não é:

§        Perdão não é fechar os olhos para a falta de amabilidade.

§        Perdão não precisa ser uma experiência religiosa ou sobrenatural.

§        Perdão não significa se reconciliar com o autor da afronta.

§        Perdão não significa desistir de ter sentimentos.

 

 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: GUARDAR MÁGOA E RANCOR PREJUDICA À SAÚDE.

 

Alguns estudos revelam que:

§        As pessoas que demonstram mais inclinação ao perdão têm menos problemas de saúde.

§        O Perdão gera menos estresse.

§        O Perdão gera menos sintomas físicos.

§        Pessoas que culpam outras por seus problemas apresentam índices mais altos dedoenças cardiovasculares e cânceres.

§        Até as pessoas que sofreram perdas devastadoras podem aprender a perdoar e a se sentir melhor em termos psicològicos e emocionais.

 

Auto-Perdão: O maior desafio

Ao meu ver, perdoar a si mesmo é o maior desafio que você irá encontrar, é o processo de aprender a se amar e a se aceitar.

No auto-perdão, costuma haver uma grande resistência pois ele requer uma mudança significativa, uma morte.

Que morte é essa? É um morrer para os velhos habitos, morrer para a culpa, a vergonha e a auto-crítica. Quantas vezes condicionamos o auto-perdão a circunstâncias diferentes do momento?

Qual autocrítica você terá de abandonar para poder se perdoar?

O auto-perdão é um grande nascimento. Permita-se!

 

Procurando Apoio:

Se você sente que existem pendências, ou situações não-resolvidas, que você percebe que não consegue lidar e trabalhar sozinho, não esite, procure o apoio de um psicólogo, é a pessoa mais indicada para facilitar esse processo.

 

 (*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal, Especialista em Workshops Vivenciais e Jogos Organizacionais, Arte-Terapeuta, Practitioner em PNL. pelo Southern Institute of N.L.P. e pela Society of Neuro Linguistic Programming.

E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tel: (11) 5573-6979

 

 



Escrito por Roda da Vida às 10h55
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Conflitos e Brigas

 

(*) Kátia Horpaczky

 Uma das características mais comuns de um relacionamento que pode causar anorgasmia é como lidamos com os conflitos. Vamos admitir, somos passiveis de discussões e brigas, ou ainda pior, somos capazes de ignorar um ao outro.

Conflitos e raiva é desestímulo e não garantia de um “bom sexo”. E quando finalmente fizer amor novamente, é provável que não tenha um orgasmo, se não  resolver todos os seu problemas com seu parceiro. A tensão que permanece oculta, a mágoa e o ressentimento que você remói por dentro sufocam qualquer capacidade de entrega e de prazer.

 O conflito entre vocês pode não ser tão obvio como a briga. Talvez vocês nunca ou raramente discutam, mas sabem que discordam sobre diversos aspectos, e isso a irrita ou a faz sentir que ele está irritado com você. Será que um lida com a irritabilidade do outro simplesmente o ignorando, ou assumindo ser moralmente superior? Ou com ataques sutis, e uma agressividade passiva enquanto finge ser doce e inocente um para o outro? Qualquer discórdia e o círculo vicioso do ressentimento se instala, podendo ser suficiente para bloquear o orgasmo.

 Como psicóloga e psicoterapeuta sexual dedico muito tempo ajudando casais a resolver seus conflitos. É um componente vital em todos os relacionamentos. Para reagir a uma diferença de opinião, cada um deve analisar o ponto de vista do outro e, em seguida, juntos, desenvolver a melhor forma de enfrentar o problema ou tentar chegar a um consenso.

 Intimidade e Confiança

 A intimidade e a confiança andam lado a lado e, em um relacionamento longo, formam a base necessária para os orgasmos. É claro que a excitação que nasce do desafio ou do desejo sexual no inicio de um relacionamento pode facilitar para atingir o orgasmo. Mas cedo, ou tarde, o fato de um homem não querer um compromisso sério interrompe a excitação sexual, e o desejo perde seu brilho. A longo prazo, se você não confiar em seu parceiro, começará a se proteger, efetivamente se afastando dele. Essa proteção pode estar relacionada ao desejo de atingir o orgasmo com ele ou pode fazer com que se retraia. Essa retratação é reflexo do  orgulho ou um instinto natural de autopreservação dependendo de como está sua autoestima.

 Se o seu relacionamento de longo prazo é monógamo por mútuo acordo, para que se tornem e se mantenham verdadeiramente íntimos, você precisa acreditar quando seu parceiro diz que a ama e é fiel, e que ele acredite quando você disser o mesmo. Caso contrario, haverá um elemento de desconfiança entre vocês, impossibilitando um  relacionamento mais íntimo. E, normalmente, quando falta  intimidade, para a mulher falta orgasmo.

 Cumplicidade e Companheirismo

 Quando as intimidades físicas e emocionais se combinam, fica mais fácil criar cumplicidade e companheirismo em todas as áreas e entender o que motiva o seu parceiro.

 Familiarizar-se com a personalidade do outro em todos os aspectos emocionais e práticos faz com que atritos  sejam menos prováveis, e, caso tenham algum, a compreensão mútua ajudará a encontrar uma solução rapidamente. Recordar e renovar o desejo e o afeto de estarem juntos também pode  ajudar a lidar com a rotina e com os altos e baixos da relação.

 Teremos como resultado a expansão da relação sexual. A gentileza, a tolerância e a compreensão favorecerá  a  alquimia da sexualidade.

Se escolhemos ter sexo com a mesma pessoa por muito tempo, é melhor que seja maravilhoso, não é mesmo?

 Um sexo maravilhoso é aquele que é nos satisfaz, e satisfaz o outro.O romantismo e o carinho são componentes que devem sempre estarem presentes.

Um sexo maravilhoso não precisa ser orgástico sempre, é claro.

Mas, se o clímax é uma possibilidade, por que perder o que é tão prazeroso e também tão bom para o relacionamento?

Parece-me que vale a pena polir todas as áreas do relacionamento para termos uma relação de troca e prazer.

 Kátia Horpaczky

Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal

Contatos: katia@rodadavida.com.br

 

 



Escrito por Roda da Vida às 11h14
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VOCÊ SABE OUVIR?

(*) Kátia Horpaczky

Muitas vezes somos traídos pela tendência de falar sem pensar!

Tão importante quanto saber falar, é saber ouvir. Podemos dizer  que saber ouvir caminha ao lado de saber falar; sugiro agora uma pequena reflexão: quantas vezes respondemos antes de que a pessoa com quem estamos conversando tenha concluído seu pensamento?

Quantas vezes começamos a ficar impaciente enquanto o outro procura fazer-se entender?

Quantas vezes apressamos, monopolizamos paralisamos os que tentam exprimir seus pensamentos, com a nossa expressão facial de desaprovação, invalidação, menosprezo e desqualificação?

Quantas vezes já fizemos com que o outro parasse de falar, por sentir que não adianta tentar completar seu pensamento? .

Baseado nessa reflexão como estão suas relações interpessoais?

 

Saber ouvir exige que façamos opção consciente em apreender o que se

passa com o outro, de forma solidária e sem preconceitos, com o objetivo

de buscarmos o entendimento.

O diálogo nem sempre é uma tarefa fácil, pois envolve a disponibilidade

para aprender novas idéias, quando antes gostaríamos de ensinar;

humildade para reconhecer que não somos perfeitos e que não sabemos

tudo a respeito de todos os assuntos e admitir a coerência de fundamentos

e idéias que não são nossos.

 

Ouvir é muito diferente do ato de escutar. Escutar é o uso puro e simples

do sentido da audição e só não escuta quem é surdo.

Ouvir vai além do simples ato de escutar, é uma ação mais profunda pois nos envolve por inteiro e é um processo ativo, ao contrário do que muita gente imagina.

É também, a mais extraordinária das artes a ser dominada pelo homem. ouvir é renunciar! . Vivemos imersos em cogitações pessoais e é raro conseguirmos passar algum tempo sem pensar em nós mesmos. Talvez por essa razão a

maioria das pessoas ouça tão mal, ou simplesmente não ouça

 

 

Sugiro alguns pontos que podem lhe ajudar a ser um melhor ouvinte:

Fale menos, pois você não pode ouvir enquanto estiver falando.

Deixe o outro terminar suas frases sem interrompê-lo.

Ouça sem ficar contra-argumentando internamente, isto dificulta a sua compreensão. Acalme a sua mente!  Não discuta mentalmente enquanto ouve!

Controle suas emoções, pois elas podem constituir sérias barreiras à comunicação eficaz.

Coloque-se no lugar do outro para poder compreender o que ele está dizendo.

Pergunte quando não entender, quando sentir que precisa de mais esclarecimentos; e também quando desejar mostrar que está escutando.

Reaja às idéias e não à pessoa.

Discordância não é sinônimo de rejeição.

 Evite julgamentos precipitados, espere até que todos os fatos sejam colocados antes de fazer qualquer julgamento. Quando os fatos colocados o abalarem emocionalmente, diga que vai esperar algum tempo antes de responder, aproveite esse tempo para refletir e só depois responder.

Quando compreendemos o outro, muitas vezes passamos a nos compreender melhor.

Olhe nos olhos enquanto conversa e encoraje o outro a continuar falando.

Não converse assistindo à televisão ou lendo um jornal, alem de falta de respeito e de educação, desestimula o diálogo e impele o outro à buscar outras pessoas para falar (até mesmo sobre você).

 

Saber ouvir leva tempo, prática e paciência. É uma arte que mantêm vivos o

respeito, a afeição, a amizade, o sentimento de confiança que o outro

deposita em nós. Faz com que nossos clientes, colegas de trabalho, filhos,

cônjuges e namorados, sintam-se como pessoas importantes e amigos

privilegiados.

 

Assuma, hoje mesmo, um compromisso de falar menos e ouvir melhor.

 

(*) Kátia Horpaczky

Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal.

Contatos: katia@rodadavida.com.br

www.rodadavida.com.br

 

 



Escrito por Roda da Vida às 10h56
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Classifique numa escala de sete pontos de DISCORDO VEEMENTEMENTE (1) a CONCORDO VEEMENTEMENTE (7)

 

 ___1. Não me aborrece ver meu parceiro flertando com outra pessoa.

 

___2. Quando vejo meu parceiro beijando outra pessoa, meu estômago dá um nó.

 

___3. Quando meu parceiro dança com outra pessoa, eu me sinto desconfortável.

 

___4. Quando alguém abraça meu parceiro, eu me sinto nauseado.

 

___5. Eu ficaria aborrecido se meu parceiro tivesse frequentemente relações sexuais satisfatórias com outra pessoa.

 

___6. É divertido escutar as fantasias sexuais de meu parceiro sobre outra pessoa.

 

___7. Fico feliz em saber que outras mulheres acham o meu parceiro bonito e atraente.

 

___8. Não me incomoda o meu parceiro trabalhar com muitas mulheres.

 

___9. Não me importo que o meu parceiro tenha amizades femininas, e que se confidencie com elas.

 

__10. Acho normal meu parceiro sair só com os amigos.

 

 

PARA REFLEXÃO:

 

 

Por que mais da metade de todos os casais casados sofrem uma infidelidade em algum ponto de seus casamentos?

 

Por que um número tão grande de pessoas é tentado pelo adultério, levando-se em conta que se arriscam a perder tanto?

 

Como o ciúme combate essas ameaças?

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Roda da Vida às 10h15
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CIÚME REAL OU IMAGINÁRIO?

 

(*) Kátia Horpaczky

O que te aborrece mais: descobrir que ele  está formando um profundo vinculo emocional, confiando, compartilhando confidencias com outra

Ou descobrir que seu parceiro está usufruindo de sexo apaixonado com outra mulher?

As duas cenas são dolorosas não é mesmo? Mas para você qual é a cena mais dolorosa?

Se você é como a maioria das mulheres pesquisadas recentemente nos Estados Unidos, Holanda e Alemanha, você então achará a infidelidade emocional mais perturbadora, mais dolorosa.

Agora já para a maioria dos homens a infidelidade sexual da parceira é a pior, a mais angustiante.

O ciúme nem sempre é uma reação a uma infidelidade já descoberta. Pode ser uma resposta antecipada, um ataque de antemão estabelecendo direitos de posse para inpedir a infidelidade que poderia ocorrer.

Ciúme excessivo pode ser muito destrutivo. Mas o ciúme moderado, não um excesso ou uma ausência do sentimento, sinaliza compromisso.

Vários autores propuseram teorias para explicar as origens e a existência do ciúme.

Alguns mitos sobre o ciúme: que o ciúme é conseqüência de uma baixa auto-estima ou mesmo de imaturidade. Então pessoas que tem uma auto-estima boa, que é maduro não deveria sentir ciúme, é assim mesmo que acontece?

Outro mito é que o ciúme é uma forma de patologia, a explicação é que o ciúme extremo resulta de uma grande disfunção da mente.

As ameaças mais dramáticas às frágeis uniões, são o aspecto de infidelidade e abandono.

Muitos pesquisadores contrastam “emocionalidade” com “racionalidade”.  A racionalidade faz com que os humanos tomem decisões sensatas. Usamos razão, lógica e dedução para uma solução criteriosa. As emoções  apenas ficam no caminho, a raiva confunde o nosso cérebro, o medo distorce a razão e o ciúme obscurece a mente.

Sentimentos as seguintes emoções quando estamos com ciúme: dor, angustia, autocensura, opressão, ansiedade, perda, tristeza, apreensão, raiva, sofrimento inquieto, humilhação, vergonha, agitação, excitação sexual em relação ao parceiro, medo, depressão e traição.

A complexidade de reações emocionais subordinadas ao ciúme espelha a complexidade de ameaças com as quais se precisa lidar. Já que o ciúme é disparado por sinais da infidelidade do parceiro, a perda do parceiro é uma ameaça óbvia.

O ciúme só é uma emoção negativa porque causa dor psicológica.

O ciúme evoluiu como uma defesa, uma resposta às ameaças da infidelidade e abandono por parte do parceiro. Torna-se ativado sempre que uma pessoa percebe sinais de ameaça, por exemplo: um cheiro estranho, uma súbita mudança de comportamento sexual,  uma ausência suspeita, número de celular desconhecido, etc...

Os alarmes podem ser falsos. Mas tais sinais nos alertam para a possibilidade da infidelidade.

 O ciúme moderado é interpretado como um sinal de que o parceiro está totalmente comprometido, já o ciúme excessivo sinaliza perigo. Tanto os homens como as mulheres interpretam o ciúme excessivo como um sinal de ansiedade sobre a relação, o parceiro se sente constantemente ameaçado por rivais reais ou imaginários.

 

(*) Kátia Horpaczky

Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual de Família e Casal

CRP – 06/41.454-3

(11) 5573-6979

katia@rodadavida.com.br

www.rodadavida.com.br

 

 



Escrito por Roda da Vida às 10h10
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Prazer Já!Não adie mais!

 

(*) Katia Cristina Horpaczky

 

Você tem aquela garrafa de champanhe estocada na geladeira á espera de uma ocasião especial? Férias vencidas? Ou quem sabe aquele sonho com uma viagem á Grécia, Disney, que nunca aconteceu? Pois então você é um sério candidato a ser um renitente procrastinador de prazer. O que? Isso mesmo, vou explicar.

 De olho nas milhas nunca usada, nos bônus nunca reivindicados, nos prêmio não reclamados, nos benefícios expirados e nas férias acumuladas, economistas comportamentais, cientistas sociais e psicólogos norte – americanos diagnosticaram uma nova doença social: a procrastinação do prazer. Mesmo numa sociedade hedonista como a nossa, na qual o prazer é onipresente objeto de desejo, aumenta cada vez mais o numero de pessoas que simplesmente não se dão ao direito de gozar a vida. E para isso arrumam as mais diversas justificativas, tudo para encobrir aquelas emoções que a gente nunca gosta de admitir que tem: medo, culpa, insegurança, baixa auto estima ou perfeccionismo. No fundo, no fundo, não usufruímos por que não queremos ter prazer. Parece muito contraditório, porque tudo que realizamos com esforço, como trabalhar muito, submeter-se a um estresse elevado ou dedicar-se completamente a uma meta, seria feito exatamente em nome de uma recompensa prazerosa ali na frente. Mas não é bem assim que acontece. Por um excesso de exigências com relação às condições ideais desse prazer, culpa em usufruir-lo ou medo de tê-lo, acabamos jogando esses momentos gostosos sempre mais a frente. E nos viciamos sem querer no esforço insano de obtê-lo. Nosso prazer se restringirá ao sacrifício.

 Conclusão: quanto mais tempo temos para adiar o prazer, mais difícil será concretizá-lo. Mas não percebemos que isso acontece.

 Uma crença marcante nos diz que, se queremos realmente ter prazer, vai ser preciso pagar um preço alto por isso. Geralmente esse pagamento é simbólico, medido em esforço e sacrifício. Perceber isso é muito importante. Em nossa cultura, algo muito bom tem sempre um valor alto, e para pagar esse valor temos de nos empenhar com muito trabalho. Se não acontece isso, é por que simplesmente não tem valor. Em outras palavras, transferimos uma lei de mercado, que tem sentido na realidade material e mundana, para a esfera interna e psicológica: se é bom, custa caro, e se custa caro, temos de suar muito para conseguir.

 

O eu sabotador

 Estamos só alguns dias de férias, e de repente, pegamos uma virose, sem perceber nos sabotamos. Isso acontece por medo de ser feliz. Esse temor inclui o pavor de perder a felicidade depois de tê-la conseguido. Então alguns preferem não experimentar esse sabor para não ter de perdê-lo depois. Além disso, manter a felicidade, ou as condições para que ela ocorra, pode dar trabalho, aumenta a responsabilidade e exige esforço.

 Então não deixe seu “eu sabotador” ganhar, busque, realize seu desejos e prazeres já! Você merece!

 (*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal,

E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tel: (11) 5573-6979

 

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Escrito por Roda da Vida às 10h25
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